Frankenhooker – Que Pedaço de Mulher
EUA (1990)
Direção: Frank Henenlotter
Elenco:
James Lorinz, Joanne Ritchie, Patty Mullen, J.J.Clark e Carissa Channing
No meu bairro havia uma videolocadora que só tinha refugo. O
dono, um japonês meio muquirana, não queria gastar muito comprando o novo
Stallone, o novo James Bond, e as fitas top da época. Assim, na locadora do
sujeito, havia apenas UMA fita de cada blockbuster (o termo na época nem
existia pois a empresa ainda não havia chegado ao Brasil) e o tempo de espera
para alugar o novo da Julie Roberts ou o mais recente Freddy Krugger era uma
eternidade.
Mas a sabedoria
oriental do dono do estabelecimento era interessante. Já que ele não tinha o
que a clientela pedia em contrapartida ele possuía “um caminhão” de outros
filmes. Provavelmente arrematados naquele acordo de distribuidoras tipo: Compre
o novo do Schwarzenegger e ganhe de lambuja 3 ou 4 podreiras no pacote. Para
felicidade dos amantes do cinema, o japa só ia
pelos atalhos. Comprava as fitas que ninguém queria e fazia promoções
ótimas. Me recordo de tentar alugar uns filmes e me deparar com a seguinte
situação: Cliente só podia alugar DOIS lançamentos e tinha que devolver já no
dia seguinte. Se os filmes escolhidos fossem da seção “podreiras” o sujeito
ficava com os títulos por uma semana.
Nestas locações no escuro acabei conhecendo
coisas incríveis como o “Toxic Avenger”, “Surfi Nazis Must Die”, sub-comédias
românticas com cenário praiano e este “Frankenhooker”.
Na fita, um
cientista louco está com a família e a noiva assando aquelas salsichas no
George Foreman grill. Durante a festa alguém tenta e não consegue cortar a
grama do jardim e o cientista vai até o porão buscar uma ferramenta qualquer.
Conserta a bagaça e altera a velocidade de corte do aparelho. Ao testar o
cortador este se desgoverna e atinge a noiva que morre retalhada pela máquina.
Virou picadinho.
Culpado com o
acidente o aprendiz de Frankenstein parte para a reconstrução do corpo de sua
amada. Ele tem um líquido rejuvenescedor no laboratório e mantém a cabeça da
morta dentro de uma tina com esta poção. As outras partes ele consegue matando
e retalhando prostitutas da cidade. Tudo para o renascimento da noiva-cadáver.
Como não tem muito
dinheiro para acertar os programas, ele decide atrai-las de outra forma. Cria
uma uma droga explosiva (um supercrack de efeito mortífero). Agora , como
traficante,ele começa a rondar ruas e becos mal iluminados para contratar as
garotas de vida fácil e vender sua droga
do mal. Cansado em tentar encontrar centímetros exatos de braço, pernas
perfeitas e bumbum idem. Decide matar um monte de garotas de uma vez.
Acerta então uma animada festinha de embalo
com umas dez garotas-de-programa. Todas fumam a droga e se explodem em mil
pedaços facilitando assim o serviço do cientista xarope. No laboratório começa
aquelas piadas de nerd. Ele pega um esquadro, começa a medir os seios
retalhados na explosão e solta umas frases do naipe: “’14 dividido por Pi, isso
quer dizer que e=mc2”. Pura viagem. Com a reconstrução da noiva, Patty Mullen
(capa da Penthouse nos anos 1990), logo o maluco consegue a proeza de perde-la
de vista. Ela é meio assassina e sai matando tudo o que encontra pela frente e
acaba aterrorizando a cidade.
O cientista agora
tem duas missões: recapturar a noiva-frankenstein e escapar de uns cafetões
furiosos pela morte das prostitutas.
“Frankenhooker”
não foi o primeiro filme trash a abordar o tema. Em 1985, o doido varrido
Stuart Gordon lançou o inesquecível “Re-Animator”.
Ei boneca quanto é o programa ?
***Bom
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