quarta-feira, 16 de abril de 2014

Twilight People
EUA (1973)
Direção: Eddie Romero
Elenco: John Ashley, Pat Woodell, Jan Merlin, Charles Macaulay e Pam Grier
Dirigido pelo papa da tranqueira Eddie Romero e com produção de Roger Corman (o homem que imortalizou a frase: “Eu jamais rodaria um filme com orçamento de US$ 100 milhões. Com esse dinheiro prefiro fazer 100 filmes de US$ 1 milhão”), “Twilight People” é diretamente insparado em “A Ilha do Dr.Moreau” de H.G.Wells.
Montado nas Filipinas com figurantes locais, a trama começa com belíssimas cenas de fauna e flora marinha (raias, peixes de cores e formatos estranhos, plantas exóticas, etc...), para depois cortar para uma cena em que dois mergulhadores acabam lutando e prendendo um terceiro.
Logo sabemos que o preso é um rebelde de saco cheio das barbaridades cometidas na ilha. Uma bióloga bonita mas cruel vai as poucos se apaixonando pelo rebelde e decide ajuda-lo a deixar o local. Acontece que o rei da cocada por lá era um loirinho com cara de tarado e que tem como hobby soltar alguns presos pela floresta e, munido de uma porrada de rifles e armas de todo tipo, praticar tiro ao alvo nos coitados.

Na ilha, um cientista maluco através de experimentos genéticos clonou vários homens e animais daí a presença do homem-antílope, homem-morcego (que não é o Batman), homem-macaco e as mulheres-pantera e uma outra que não consegui reconhecer que bicho que era...
A bióloga horrorizada com uma operação sanguinolenta que não deu muito certo, decide mandar tudo as favas e sai libertando os homens-bichos e sabotando os experimentos do doutor malucão. Mas, o loirinho sádico não se conforma e arma uma cilada para os fugitivos. Um mini exército de capangas é formado e empreende captura aos fugitivos. Na perseguição quase todos os homens-bichos morrem baleados sem dó pelos pau-mandados do loirinho, que, pelo que eu percebi, estava meio puto com a bióloga porque tinha “alguns planos” com o rebelde fugitivo.
Detalhe importante; a beleza negra de Pam Grier, a musa dos blaxploitations, na época com 24 aninhos e em trajes sumários como mulher-pantera.
Tiro pra cá, tiro pra lá e quando nossos heróis estavam quase entrando pelo cano eis que são salvos por um eficaz homem-morcego (não é o Batman) que nuns vôos razantes morde direto a jugular dos vilões.
O filme termina com o por do sol e o casalzinho apaixonado se abraçando com o bicho voador batendo as asas para outras paragens.
Bacana.

***Bom

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