quarta-feira, 16 de abril de 2014

Orgazmo
EUA (1997)
Direção: Trey Parker
Elenco: Trey Parker (Joe), Dian Bachar (Ben), Robyn Lynne Raab, Ron Jeremy, Juli Ashton e Chasey Lain
Lá pelos idos de 1999, sempre que largava o trabalho, na zona Norte, por volta das 17:30 eu ia voando até o centro de São Paulo. A operação era bem simples: desembarcava do ônibus da empresa e pegava o metrô até a República. Começava então uma peregrinação que partia da Rua 7 de Abril, passava pelas grandes galerias, cruzava o Viaduto do Chá, quebrava pela Rua São Bento e chegava até a praça João Mendes. Na praça ficava (fica) o Sebo do Messias e foi lá que eu comprei o VHS “Orgazmo” que faz parte da pré-história da minha coleção de filmes.
Assistir a esse vídeo reafirmou alguns conceitos que eu já tinha: ao chegar num sebo, arriscar a compra de filmes quando a capa ou o título é muito bizarro, sempre checar a parte das “barbadas” (aquela prateleira da loja que o proprietário coloca seus piores produtos a preços de banana) e fugir como o diabo da cruz das dicas dos grandes jornais, que na época estavam preocupados com umas histórias estranhas como cinema tcheco, cinema iraniano e outras coisas que se assemelhavam a um chute nos testículos.

Por falar em testículos, estes são os protagonistas invisíveis (nunca são mostrados, felizmente) em “Orgazmo”.
A trama se inicia com uma dupla de mórmons (Joe e Ben) com aquelas camisas brancas abotoadinhas, bíblia debaixo do braço ,discurso pronto,tocando a campainha da casa e sendo recebidos por um Ron Jeremy só de cuecas.
A casa era na verdade um set de gravação de um filme pornô e os dois religiosos acabavam de interromper uma cena. O diretor do filme desesperado para que os homens de Deus fossem embora logo, convida a dupla para comparecerem ao local no dia seguinte.
Amanhece e lá vão eles. Quando chegam presenciam o principal ator do filme pornô pedindo demissão e abandonando as filmagens. Desesperado e com prazos a cumprir o esperto cineasta convence os “mórmons” a participarem da “inocente” fita.
Ocorre que Joe e Ben além das preocupações religiosas, tinham como hobby a invenção de trecos e bancavam a todo o momento os cientistas malucos. Acabam por zoeira criando uma pistola que, julgavam de brinquedo, e disparava um raio invisível. Como todo nerd começam sempre a andar com as pistolas (armas).

No terceiro dia e já meio desconfiado sobre o tipo de filme que estão fazendo, chegam às gravações e discutem com o diretor dizendo que vão abandonar a gravação.
O diretor então solta uns capangas para dar um sossega leão nos dois fujões.
Para não apanhar bonito o Joe saca a arma e aponta para os leões de chácara. Como os fortões estão mesmo dispostos a machuca-los o Joe mira e dispara. Zóoiimmm... Uma revelação!
A arma emitia um raio do orgasmo. Uma vez disparada o indivíduo se contorcia todo e chegava ao clímax. Com a descoberta do poder das armas eis que o Joe bola a identidade do capitão Orgazmo e seu fiel ajudante o Orgazminho.
Chantageado pelo diretor, o Orgazmo , que tinha bom coração, perdoa a tentativa de agressão e cede participando de umas cenas do filme sacana. Claro que ele usa o dispositivo para acelerar as coisas.
Segue as confusões de praxe e o capitão Orgazmo vira celebridade local. Brinquedos, revistas e vídeos são vendidos explorando sua imagem. Um destes vídeos com o Orgazmo em cena cai nas mãos de sua noiva que fica possessa com a “traição (?)” e termina a relação. Nisso, para chantagear o herói que não queria filmar a parte 2 do filme erótico, uns lacaios seqüestram a noiva do rapaz e prometem só liberta-la se o Joe aceitar fazer a continuação. Claro que a pistola orgasmática acabará entrando em ação e salvará nossos pombinhos dos bandidos da indústria pornô.
Está com a moral baixa, aquela gata não olha mais para você ? Zóoimm conte com o Capitão Orgazmo !

***Bom

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