domingo, 13 de abril de 2014

Erasmo Dias (1924-2010) 
"A uma ação corresponde uma reação"

Morreu ontem o coronel Antonio Erasmo Dias que entrou para história ao comandar o cerco ao campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em 22 de setembro de 1977, ocasião em que prendeu 900 estudantes e os levou para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para o Dops, a polícia política. Naquela noite a tropa de choque explodiu bombas incendiárias contra manifestantes que pretendiam refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE). 
Em março de 1974, no governo Emílio Garrastazu Médici, recebeu a incumbência de dirigir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. 
Acusado de arbitrário e truculento, frequentemente dizia a seus interlocutores que agia amparado no sistema legal vigente. Ficou no Exército, de que tanto se orgulhava, por 35 anos. 

Foi citado na canção “Nome aos Bois” onde o grupo paulistano Titãs elencava  figuras nocivas à sociedade ( na pretensa letra esqueceram Fidel Castro e Mao , mas vociferavam contra Reagan e Flávio Cavalcanti). Quanto a este último a vida preservou os roqueiros de terem seus discos brindados com a marreta do falecido apresentador.

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