Erasmo Dias (1924-2010)
"A uma ação corresponde uma reação"
Morreu ontem o coronel Antonio Erasmo Dias que entrou para
história ao comandar o cerco ao campus da Pontifícia Universidade Católica
(PUC), em 22 de setembro de 1977, ocasião em que prendeu 900 estudantes e os
levou para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para o
Dops, a polícia política. Naquela noite a tropa de choque explodiu bombas
incendiárias contra manifestantes que pretendiam refundar a União Nacional dos
Estudantes (UNE).
Em março de 1974, no governo Emílio Garrastazu Médici,
recebeu a incumbência de dirigir a Secretaria de Segurança Pública de São
Paulo.
Acusado de arbitrário e truculento, frequentemente dizia a
seus interlocutores que agia amparado no sistema legal vigente. Ficou no
Exército, de que tanto se orgulhava, por 35 anos.
Foi citado na canção “Nome aos Bois” onde o grupo paulistano
Titãs elencava figuras nocivas à
sociedade ( na pretensa letra esqueceram Fidel Castro e Mao , mas vociferavam
contra Reagan e Flávio Cavalcanti). Quanto a este último a vida preservou os
roqueiros de terem seus discos brindados com a marreta do falecido apresentador.
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