Los Doctores las Prefieren Desnudas
Argentina (1973)
Direção: Gerardo Sofovich
Elenco: Alberto Olmedo, Jorge Porcel, Jávier Portales, Moria
Casan e Adolfo Garcia Grau
Espécie de Gordo e Magro dos pampas, a dupla Alberto Olmedo
(o magro) e Jorge Porcel (o gordo) é responsável pelos melhores momentos da
comédia produzida na Argentina.
Com aquela picardia típica do gênero, que mistura mulheres
bonitas, piadas de humor negro e mutretagens alto astral , “Los Doctores Las
Prefieren Desnudas” é a maneira certa (uma espécie de introdução) de se
aventurar por um território, para nós, desconhecido.
Em 1973 em plena vigência do regime militar argentino
(1966-1983) os cineastas locais sofriam para filmar qualquer coisa já que tudo
por lá era proibido. Alberto Olmedo começa a formar sua lenda pessoal neste
cenário. Com 40 anos de idade ,uma carreira meio estacionada e atuação em
filmes medianos (a maioria séries de TV), ele só contava com uma singela cara
simpática e a sua figura esguia e elegante que o fazia aparentar ser mais jovem
do que as quadro décadas já vividas.LOS DOCTORES1
Num misto de sorte e genialidade ele vislumbrou uma guinada
na carreira: teve a feliz idéia de começar a recusar papéis sérios e numa
atitude que beirava o suicídio artístico declarou que só filmaria comédias.
Assim, caracterizado sempre como um inocente e atrapalhado palhaço ele foi a
sua maneira o Charles Chaplin milongeiro que dominou o cinema latino da época.
O Porcel ajudou muito (uma espécie de Dedé Santana para os esquemas do
Alberto).
“Los Doctores Las Prefieren Desnudas”,o filme, mostra
Alberto Olmedo como empregado de uma concessionária de automóveis que recebe a
missão de entregar um Aero-Willys que havia sido vendido a um cliente. Alberto
decide retardar em um dia a entrega do automóvel para sair fazendo zoeira pelas
ruas de Buenos Aires com seu amigo Jorge (o gordo).
Com paletós impecáveis, gomalina e perfume OK, sobem no
carro e bancam os gostosões. Acabam parando num Teatro de Revista ansiosos para
assistirem sua vedete favorita (a voluptuosa Moria Casan). Quando o show
termina vão até o camarim levar flores e exercitar seus galanteios e a Moria
(de maiô cavadinho) desmaia. Na ausência de um médico, o Alberto acaba mentindo
e diz ser um cirurgião. O gordo confirma a história e dá credibilidade à farsa.
Seguem-se aquelas cenas de estetoscópio no peito da Moria,
remedinhos, e logo os espertalhões armam uma operação de emergência dizendo que
o estado de saúde da vedete era grave. Claro que tudo era uma jogada para vê-la
pelada. A farsa é descoberta, a casa cai para os dois pilantras e o quando tudo
parecia que terminaria mal para a dupla de espertinhos, eis que a Moria, já
meio enamorada pelos trambiques do Alberto, decide perdoa-los a ponto de
aceitar a carona no carro “emprestado”. Um primor !
Aqui se habla de amor !
***Bom
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